André Gandolfo nasceu no dia 15 de outubro de 1994. É fotógrafo, escritor, palestrante, designer gráfico, músico, ativista cultural, e um grande amigo meu.
EMCP: Boa noite, André. O Blog Eu me chamo: Poesia, tem como propósito apresentar poetas e conversar sobre a situação da poesia e da literatura em escala nacional. Então, para começar, apresente-se, por favor.
André: Boa noite! Bom, como disse, me chamo André, sou natural de Jales - interior de São Paulo -, e um amante profundo da arte.
EMCP: E como conheceu a poesia?
André: Foram dois fatos basilares. O primeiro aconteceu acho que quando eu tinha uns 12 anos, mais ou menos. A minha vizinha, amiga da minha mãe, me mostrou certa vez um caderno de poesias que ela escrevia. Senti que aquele universo não era tão distante e fiquei profundamente encantado por aquela magia, por aquele jeito de combinar as palavras. Então escrevi "Aurora", meu primeiro poema, que, infelizmente, o tempo não guardou. O segundo fato foi quando, na 6ª série, talvez, peguei na mão um livro de Osmar Rezende, poeta da minha terra. Daí senti que esse universo era mais próximo ainda. Ela bateu na porta de casa pedindo um copo d'água, conversamos, e hoje ela mora comigo.
EMCP: Que fascinante! Podemos dizer que foi "amor ao primeiro poema"?
André: Sim. E nunca nos traímos.

EMCP: (Risos). Você começou a escrever aos 12, agora tem 20 anos e continua escrevendo. O que mais te inspira?
André: O que vejo, o que leio, o que ouço, o que medito. Mas em nenhum destes casos a criação nasce se a ideia, ou o estímulo inicial, não passar pelo aval dos meus sentimentos e despertar em mim alguma sensação.
EMCP: E aí a poesia aparece de uma vez só, ou você vai moldando ela várias vezes?
André: Geralmente, quase na totalidade, surge de modo completo. Naturalmente, após o primeiro rascunho seguem as lapidações do texto, mas a ideia inicial é quase sempre completa.
EMCP: Certo. Você costuma utilizar muito da métrica? Sonetos, haikais, por exemplo..
André: Gosto de variar a escrita. Deixo que o texto se forme do jeito que ele quiser. Se a poesia é de cunho social talvez ganhe uma roupagem falada, qual um rap. Se fala do amor ou das sensações particular nasce um soneto ou em versos livres. Gosto de dialogar com todos os formatos. Não tenho compromissos com este ou aquele tipo.
EMCP: Quanto ao público, você tem muitos leitores assíduos?
André: Não sei dizer. Talvez os estudantes de curso regular das escolas que visito. Ou algumas pessoas que assistem minhas palestras ou shows e acompanham minhas publicações.

EMCP: Quando você chega nas escolas, como é a recepção da arte, pelos estudantes?
André: Tenho a arte como religião. Sendo assim trato ela com profundo respeito e lido com ela somente por amor e nada mais. Sendo assim, quando chego nas escolas, por tratar-se de algo feito "por amor", é sempre muito tocante o trabalho apresentado aos alunos. E isso não deve-se a mim, deve-se a arte, que é infinitamente maior que eu. Diria que 90% deles sorvem daquilo que oferecemos artisticamente.
EMCP: Bacana! E você consegue descobrir novos poetas nas escolas?
André: Sim. E é muito gratificante quando isso acontece, embora eu não seja o dono daquela capacidade particular, fico feliz por mais alguém assumir a missão de embelezar o mundo.
EMCP: Que maravilha! Antes de finalizar, gostaria de saber qual o teu poeta favorito e por quê.
André: Eu gosto de vários. Mas destacaria Vinícius e Tagore. Vinícius pela espontaneidade e Tagore pela grandeza.
EMCP: Então, é isso. Agradeço imensamente a ti, André, por ter conversado comigo e muito sucesso!
Abaixo vou deixar alguns poemas de autoria dele, para que vocês possam conferir o trabalho dele!
COLEÇÕES
A gente vive
Desenhando caminhos
Rasgando panos, costurando retalhos
Pegando estradas, curvas, atalhos.

EMCP: (Risos). Você começou a escrever aos 12, agora tem 20 anos e continua escrevendo. O que mais te inspira?
André: O que vejo, o que leio, o que ouço, o que medito. Mas em nenhum destes casos a criação nasce se a ideia, ou o estímulo inicial, não passar pelo aval dos meus sentimentos e despertar em mim alguma sensação.
EMCP: E aí a poesia aparece de uma vez só, ou você vai moldando ela várias vezes?
André: Geralmente, quase na totalidade, surge de modo completo. Naturalmente, após o primeiro rascunho seguem as lapidações do texto, mas a ideia inicial é quase sempre completa.
EMCP: Certo. Você costuma utilizar muito da métrica? Sonetos, haikais, por exemplo..
André: Gosto de variar a escrita. Deixo que o texto se forme do jeito que ele quiser. Se a poesia é de cunho social talvez ganhe uma roupagem falada, qual um rap. Se fala do amor ou das sensações particular nasce um soneto ou em versos livres. Gosto de dialogar com todos os formatos. Não tenho compromissos com este ou aquele tipo.
EMCP: Quanto ao público, você tem muitos leitores assíduos?
André: Não sei dizer. Talvez os estudantes de curso regular das escolas que visito. Ou algumas pessoas que assistem minhas palestras ou shows e acompanham minhas publicações.

EMCP: Quando você chega nas escolas, como é a recepção da arte, pelos estudantes?
André: Tenho a arte como religião. Sendo assim trato ela com profundo respeito e lido com ela somente por amor e nada mais. Sendo assim, quando chego nas escolas, por tratar-se de algo feito "por amor", é sempre muito tocante o trabalho apresentado aos alunos. E isso não deve-se a mim, deve-se a arte, que é infinitamente maior que eu. Diria que 90% deles sorvem daquilo que oferecemos artisticamente.
EMCP: Bacana! E você consegue descobrir novos poetas nas escolas?
André: Sim. E é muito gratificante quando isso acontece, embora eu não seja o dono daquela capacidade particular, fico feliz por mais alguém assumir a missão de embelezar o mundo.
EMCP: Que maravilha! Antes de finalizar, gostaria de saber qual o teu poeta favorito e por quê.
André: Eu gosto de vários. Mas destacaria Vinícius e Tagore. Vinícius pela espontaneidade e Tagore pela grandeza.
EMCP: Então, é isso. Agradeço imensamente a ti, André, por ter conversado comigo e muito sucesso!
Abaixo vou deixar alguns poemas de autoria dele, para que vocês possam conferir o trabalho dele!
COLEÇÕES
A gente vive
Desenhando caminhos
Rasgando panos, costurando retalhos
Pegando estradas, curvas, atalhos.
E "viver" é o verbo
Que existe por condensar outros verbos:
Correr, amar, doer, sorrir, sonhar
A gente (sobre) vive,
Goza a vida, vida engraçada,
engra - vida,
Doce sorriso, triste fim
Canções que marcam,
E um punhado de poemas
Fixados nos olhos que amam,
E padecem, e esperam
E exasperam do mundo
E a gente vive,
Juntando amigos,
Desconhecendo outros,
Esquecendo nomes,
Colecionando histórias, praças,
Encontrando mãos
E lábios que se encontram
Sem marcar horário
A gente vive o calendário
Mas não curte os pais,
Se esforça muito pouco
E reclama demais.
Fotos que nostalgiam,
Filmes que relembram,
Vidas que cruzam as nossas,
Carimbadas pela tristeza.
A gente vive pouco,
Colecionando tanta saudade.
O HOMEM DE FERRO
É incrível sua força e poder
Para enfrentar qualquer coisa que vier
O que sua inteligência o permite ser
E ele ter nas mãos tudo o que quiser
Nos computadores moldam-se as peças
Que encaixam sobre a pele cálida
Materializando todas as suas ideias
Que o fecham na couraça metálica
O sistema operacional o amplia
Deixando seu cérebro ainda maior
Conhece o Hulk, o Homem-Formiga
Capitão América, Arqueiro e Thor
Mas por trás dos ferros que se trata
Tem um garanhão pra onde der
Que por ter a carne fraca
Vai logo atrás de uma mulher.
ULTRALEVE
Até logo
No arquipélago dos sonhos eu te encontro
E velejo pelos mares do encanto
E lá eu deixo meu desejo viajar
Até breve
No ultraleve pelos ares eu mergulho
Pego um barco para longe do barulho
E invento por aí um outro lar
Até mais
Peguei passagem do expresso pela paz
Seguir roteiro, viajar o mundo inteiro
Sem ter dia, nem ter hora de voltar
De sul a norte
Meu passaporte
É inocência, amor e calma
Viajar é trocar
As roupas da alma